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segunda-feira, 18 de julho de 2011

Se eu pudesse te prender, dominar seus sentimentos...





Mais um. Era o quinto cigarro que eu acendia em questão de meia hora. Nada parecia bom o suficiente para mim, apenas o cigarro. Levei-o a boca e traguei pensando em planos para o futuro, planos que até o próximo cigarro já teria desistido e descartado. Olhei a minha volta e vi a felicidade. Não a verdadeira, aquela que todos fazem questão de dizer que sentem quando no fundo não passa de uma ilusão, algo para “manter o social”. Eu fazia isso de vez em quando, eu estava fazendo isso naquele momento. Olhei para o lado, ele estava ali comigo, na mesma pose. Jogado no sofá, os pés em cima da mesinha de centro e um boné cobrindo parte do rosto, menos a boca onde um Marlboro vermelho se encontrava parado.

- Vamos ficar aqui a noite inteira? – Sua voz soou de repente por uma fresta lateral, o outro lado prendendo o cigarro.

- Não sei... Podemos ir pra minha casa... Fazer isso aqui ou lá dá na mesma – Falei, soprando a fumaça para o alto e vendo as formas abstratas que ela fazia enquanto se dissipava no ar.

- Isso o que?

- Isso.

- Defina isso.

- Nada.

- Nada o que?

- A definição.

- Hm... – E foi o fim da conversa. Voltei a brisar com a fumaça do cigarro, apreciando o gosto que a mesma deixava em minha boca.

- To com sede – Falei, apenas pra acabar com o silêncio irritante que tinha ficado, apenas a música moderna e eletrônica que tocava na festa era o suficiente pra me enlouquecer.

- Vai beber alguma coisa – Ele disse e eu suspirei.

- Só tem vodka aqui.

- Então beba vodka.

- Não posso.

- Porque?

- Porque não quero.

- Então fique com sede – Ele disse, tirando o cigarro da boca e o apagando no cinzeiro em cima da mesinha – Vamos.

- Vamos? – Perguntei, confusa.

- É, vamos.

- Pra onde?

- Não sei.

- Defina não sei.

- Sem definição, apenas prática.

- Prática do que?

- De ir. Vamos?

- Vamos – Respondi e me levantei junto com ele. Saímos da casa onde a festa acontecia e seguimos pela rua escura, era incrível como em momentos como aquele, até os postes de luz das ruas pareciam apagados.

- Andei pensando... To cansado – Ele disse de repente e eu o olhei.

- Cansado?

- É... Monotonia me irrita.

- A nós dois.

- A gente podia inovar.

- Por exemplo...

- Sei lá... Inovar.

- Algo em mente?

- Não, só monotonia.

- Hm... – Encerrei o assunto e olhei para o outro lado da rua. Um casal andando de mãos dadas. Olhei para ele do meu lado, as mãos nos bolsos, também olhando o casal.

- Patético.

- Oi?

- Patético.

- Concordo – Menti, colando as mãos nos bolsos também e olhando o chão, meus passos eram mais interessantes naquele momento.

- Me dá a mão – Ele disse e eu o olhei, a mão estendida pra mim.

- Porque?

- Inovando – Respondeu e eu assenti com a cabeça, segurando sua mão.

- Até que é legal... – Tentei.

- Não sei, a mão soa fácil assim... – Respondeu e eu fiquei em silêncio – Mas dá uma sensação boa.

- É... – Respondi, acendendo outro cigarro.

- Você fuma muito, sabia? – Ele disse e eu dei uma risada fraca.

- Ajuda a pensar...

- Ajuda a morrer...

- Então ambos vamos morrer.

- Pois é... Passa um cigarro – Acendeu um também e andamos em silêncio pela avenida.

- Aonde vamos?

- Não sei...

- Precisamos de um destino.

- Que tal improvisar?

- Que tal aquela lanchonete? – Apontei.

- Tá com fome?

- Não, sede.

- Vai beber o que?

- Vodka.

- Mas você não podia.

- Agora posso.

- Então vamos beber vodka.

- Que tal uma tequila?

- Limão e sal?

- Pura.

- Você que manda – E assim, viramos em direção a lanchonete.

- Sabe...

- Sei.

- Eu ainda não disse o que você sabe.

- Mas eu simplesmente sei.

- Se você sabe, o que é?

- Não sei.

- Então você não sabe.

- Achei que sabia.

- Ah... – Fiquei confusa, e virei a minha tequila – A gente podia ir pra praia...

- Não gosto de praia.

- Nem eu.

- Então porque quer ir pra praia?

- Inovando.

- Touché.

Ficamos em silêncio novamente, ele brincava com os palitos de dente e eu olhava a vista pra fora da lanchonete. Olhei para minha mão, meus pensamentos vagando em direções alheias, mudando de rumo a cada minuto. Olhei para ele e ele me olhava.

- No que tá pensando?

- Na gente.

- Na gente?

- Não mais.

- E o que tá pensando agora?

- Em você.

- Em mim?

- É.

- Porque?

- Não sei.

- Inovando?

- Não.

- Ah sim...

- Eu penso bastante em você...

- É mesmo?

- Aham.

- E porque?

- Porque sim.

- Algo mais?

- Porque me anima.

- Te anima?

- É, e confunde.

- Porque confunde?

- Porque é confuso.

- O que?

- Você.

- Eu?

- A gente.

- Ah sim...

- Você pensa em mim?

- As vezes.

- Porque?

- Porque sim.

- Algo mais?

- Me faz pensar.

- A tah...

- Quero inovar.

- Inove.

- Mas como?

- Tente algo novo.

- Tipo?

- Tipo.

- Não fez sentido.

- Faria se me entendesse.

- Você é tão confusa quanto eu.

- Eu sei...

- Me explica uma coisa?

- Sim...

- O que você vê em mim?

- Confiança.

- Só?

- Olhos bonitos também.

- Ah sim.

- E você? O que vê em mim?

- Novidades.

- Como assim?

- Vejo inovações em você.

- Ah... Por isso quer inovar?

- Sim.

- E o que quer dizer com isso?

- Que tenho uma idéia.

- Que idéia?

- Você.

- Eu?

- A gente.

- A gente?

- É... Como um só.

- Você quer dizer...

- Eu quero dizer.

- Namoro?

- Romance.

- Certeza?

- Não.

- Hm... Mas vale a pena tentar?

- Talvez...

- E o que faremos?

- Não sei.

- E agora?

- Vou te levar pra casa.

- Ok...

Levantamos da mesa e seguimos rumo a minha casa. O silêncio predominava a cada passo que dávamos, as mãos novamente dadas. Chegamos em frente a minha casa e nos olhamos. O que vinha a seguir? Acendemos um cigarro e o dividimos. Ele me abraçou pela cintura e eu passei meus braços por seus ombros. Nos beijamos, como já tinha imaginado algumas vezes. Inovamos. Saímos do beijo ainda em silêncio, apenas nos olhando.

- Vou entrar.

- Vou embora.

- Até amanhã?

- Talvez. Até amanhã?

- Talvez – Virei de costas e caminhei em direção a porta um tanto quanto confusa com toda aquela situação.

- Hei – Ele chamou e eu virei – Você é uma boa inovação.

- Também acho – Respondi e ambos sorrimos. Entrei em casa. Mais um. Mais um cigarro até o caminho de meu quarto.

terça-feira, 29 de março de 2011

Música que te faz pensar em uma lembrança boa. Que lembrança?

Música que te faz pensar em uma lembrança boa. Que lembrança?

Answer here

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Se pudesse escolher um superpoder pra ter durante um dia inteiro qual seria?

teletransporte pra conhecer vc, a bruh, a giulia, a mands e mais um moooooooooonte de amigas de longe :\

oi, pergunte (:

domingo, 14 de novembro de 2010

And I'm always back on you...

Brian estava sentado com alguns amigos, rindo e conversando sobre coisas alheias, quando Kyle apareceu, andando rápido nas sandálias de salto que usava. A menina fez com que a atenção do grupinho se virasse pra ela, mas seus olhos permaneciam fixos na mesma pessoa, Brian.
- Posso falar com você, rapidinho... – Pediu e o menino deu de ombros, se levantando e seguindo a menina para um lugar mais tranqüilo.
- O que houve? Tá tudo bem? – Brian perguntou, um tanto confuso e preocupado, Kyle tinha uma expressão de duvida e medo no rosto e aquilo o estava assustando.

- Eu tomei uma decisão – Ela disse, estralando os dedos, sem olhar nos olhos de Brian – Sobre a gente – Falou, finalmente olhando o menino que apenas balançou a cabeça.

- Então diga – Brian disse, apenas pra não ficar calado demais.

- Não quero mais – Kyle disse depois de respirar fundo e olhou pro chão – Nós nunca tivemos nada fixo, ou algo certificado de que realmente tínhamos, então eu não estou acabando com algo que vai fazer falta pra você, de qualquer forma. Eu percebi que isso é algo superficial pra você, só mais uma. Eu não quero ser só mais uma. Mas também não posso te obrigar a me ter como a única, e uma menina sabe quando é a hora de esquecer e tentar não sofrer. Não é o que eu quero, Deus, claro que não. Por mim eu ficava com você por mais um bom tempo. Mas eu sei que se a gente continuar desse jeito, você vai perder muitas oportunidades por minha causa, e eu prefiro ficar longe e te ver feliz do que te fazer ficar de saco cheio de mim. Então, eu vou me afastar de você, é.

- Então é isso? Você simplesmente não quer mais ficar comigo porque gosta de mim e não quer me prender porque eu não gosto de você como você gosta de mim? – Brian resumiu, calmo e Kyle assentiu com a cabeça, parecendo arrependida do que falou – Tudo bem.

- Tudo bem... – Ela disse e saiu andando, mas cinco passos depois se virou parar Brian – Posso te pedir uma coisa?

- O que? – Ele perguntou e ela respirou fundo novamente.

- Um último beijo... – Falou e Brian a olhou, divertido e confuso – Eu quero ter uma lembrança boa pra lembrar quando... Quando sentir sua falta e não puder te ter por perto... Um último beijo.

- Claro, porque não? – Brian disse, calmo e pegou na mão da menina, a puxando pra perto e a beijando delicadamente. Kyle prendeu suas mãos nos cabelos enrolados de Brian e esse a segurou forte pela cintura enquanto seus lábios se mexiam sincronizados e suas línguas dançavam em compasso, quentes e úmidas. O beijo foi finalizado com vários selinhos e ambos mantiveram os olhos fechados e as testas coladas uma na outra.

- Então... Passo te pegar amanhã as oito, ok? – Brian disse, pondo o cabelo de Kyle atrás da orelha.

- Ok – Kyle disse, vencida e se beijaram novamente. Ela nunca conseguiria se afastar dele, nem se quisesse.

Seu destino estava traçado, o amaria até seu coração parar de bater e esperaria que o dele fizesse o mesmo, por mais que demorasse.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010


Eu queria poder dizer que você me quer da mesma forma que eu te quero, que você pensa em mim todo dia, da mesma forma que eu penso em você, que você olha pra trás pra ver se eu estou bem quando nos separamos, assim como eu observo cada passo que você dá pra longe de mim. Eu queria poder dizer que você gosta de me abraçar da mesma forma como eu adoro ficar agarradinha com você, que você deita e antes de dormir se lembra de cada detalhe do meu rosto como eu do seu, que você sente meu cheiro em todas as partes em que vai como eu sou perseguida pelo seu. Queria poder dizer também que você fala que vamos ficar juntos pra sempre, assim como eu queria poder dizer e que você vai estar sempre do meu lado, como eu estou do seu. Ah, como eu queria poder dizer que você me ama, assim como eu te amo mais que tudo nesse mundo.

Mas eu não posso.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

for you and everything you make me feel...

O que você quer eu quero mais...
O que você diz não me distrai...
Mas pode acreditar em mim, tudo fica bem mais fácil assim...
So easy, so easy...

Eu estava encostada na mureta da escola, brincava com os fios soltos de meu shorts jeans. Estava matando a última aula, Química. Não estava com saco para ouvir a professora falando de algo que faltava em minha vida, Química. Olhei para o lado direito do pátio, a quadra poliesportiva, mas precisamente a arquibancada do seu lado oposto. Suspirei. Alí estava ele, cabelos cacheados na altura dos ombros, caindo pelos olhos, bermuda larga jeans e uma camiseta comum preta, um adidas branco no pé e um sorriso debochado na cara. Fiquei olhando-o por algum tempo sem me mexer, se tinha algo que eu gostava era de observá-lo assim, de longe. Claro que eu gostava quando estávamos juntos. Eu me divertia com ele. Ria e brincava e quando nos beijávamos... Ah, quando nos beijávamos... Mas ainda assim, nem tudo eram mil maravilhas, algo o prendia, algo o mantia longe de mim, longe dos meus braços e longe da felicidade. Ele se defendia, mas nada do que ele dizia me fazia acreditar, nada era motivo para manter uma barreira. Se ele se soltasse, acreditasse em mim quando eu dizia o quanto o amava e o faria feliz... Seria tão mais fácil, tão simples....

Sei que é dificil arriscar...
Amanhã quem sabe o que será...
Mas pode acreditar em mim, porque você tem tanto medo assim?
So easy, so easy...


Me lembro de quando estávamos sentados em uma das mesinhas do pátio, ele me olhava com os pequenos olhos semi-fechados. Não dizíamos uma palavra sequer. Eu sorria e ele esboçava um pequeno risco pra cima com os lábios, eu me fazia acreditar que aquilo era um sorriso também. Eu tentava quebrar aquela barreira e me aproximar, mas eu não sabia o que fazer. Eu não sabia como agir. Deitei em seu colo e fechei os olhos com o carinho que sua mão fazia em meu cabelo. O perfume que vinha dele me embriagava e agora eu sorria abertamente, eu estava em um daqueles momentos em que eu era feliz, feliz por tê-lo alí. Mas logo isso mudaria, e o medo, ou seja lá o que ele sentia, o afastaria e o fecharia naquela barreira de frieza que ele sempre carregava. Eu queria entender, queria que ele se abrisse, queria que ele dissesse o porque daquele comportamento. Porque tanto medo? Porque tanta insegurança?

Me dá a mão, não há razão de se esconder nesse lugar.
Delicadamente te levar...
Muito além daqui desse lugar...
Resistir é natural, mas tudo se resolve no final...
So easy, so easy...


Eu precisava tomar uma atitude. Eu não queria viver aquilo para sempre, mas também não queria perde-lo. Eu precisava mostrar como eu podia fazê-lo feliz. Eu precisava mostrar que eu viveria apenas por ele, só por ele, se ele me pedisse. Eu viveria para fazê-lo a pessoa mais feliz do mundo. Abriria mão de orgulhos e convicções para tornar seus sonhos reais, abria mão de passado, presente e futuro, para viver o dele. Eu queria mostrar que estando comigo, nada o faltaria, NADA. Eu cuidaria dele, eu mimaria ele, eu amaria ele. Me levantei daquela mureta e segui em direção a quadra. Parei em um canto e o olhei esperando que ele me percebesse ali perto. Assim que seus olhos me encontraram sorri e acenei, ele fez o mesmo. Chamei-o com o dedo e esperei que ele viesse até mim, o abracei e tentei não perder a força nas pernas ao sentir seu corpo contra o meu. Sem dizer nada, peguei sua mão e o levei para um lugar mais reservado da escola. Paramos encostados em uma das árvores do pátio e nos olhamos. Eu tentava mostrar tudo o que escondia apenas com o olhar, não queria dizer nada, não queria estragar o momento. Apenas nos olhávamos, abraçados. Deitei minha cabeça em seu peito e me deixei entregue a suas carícias e colo. Senti seus lábios contra meus cabelos e sorri, levantei um pouco a cabeça e nossos olhos se encontraram mais uma vez. Fui vencendo a distância entre nossos lábios e ele nos grudou em um beijo quente e macio. Era leve, sereno, sem pressa. Eu passava pra ele naquele momento tudo o que eu queria que ele sentisse. Ele me segurava pela cintura e eu o abraçava pela nuca, acariciando levemente seus cabelos. Minha vida podia parar ali, naquele momento. Eu não sabia como seria depois do beijo, mas no momento, eu estava com ele. E era isso, no fim das contas, que me importava.


just look into my eyes, 'cuz the heart never lies...

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Thinking of you

Eu não sei dizer bem como tudo aconteceu, estavamos conversando, totalmente de boa e então, eu me vi te querendo. Parecia algo interessante, algo novo que eu queria tentar. Mergulhei de cabeça, sem pensar duas vezes e foi então que tudo na minha vida mudou. Não só o fato de ter me apaixonado por você, mas o fato de que você despertou um lado em mim até então desconhecido.
Eu me importo com você.
Te ver triste, me deixa triste e eu prefiria MIL VEZES sofrer no seu lugar, do que te ver sofrendo. Eu nunca quis estar tanto com alguém, como eu te quero. Eu poderia pensar mil coisas, mas todas elas me voltam pra você e, mesmo sabendo o quanto isso não é saudável, eu queria estar com você o tempo todo. Eu consigo sentir o seu cheiro, mes
mo você estando distante de mim nesse exato momento. Eu posso te imaginar, seus olhos, seu nariz, sua boca perfeita, seu cabelo cheiroso, seu abraço, seu sorriso, sua voz... Atrevo até a dizer que te sinto aqui perto de mim, me abraçando e lendo o que eu escrevo por cima do meu ombro, consigo te ouvir dando palpites, zoando por eu parecer uma boba apaixonada, imitando a minha voz de irritada pra me fazer ficar nervosa... É tudo tão vivo e tão real que me pergunto se o sonho não é o fato de estar sozinha, se daqui a pouco não vou me dar conta que você está realmente aqui do meu lado e... É, isso é um pouco paranoico, eu sei. Não tem como você estar aqui agora. Maldita seja essa distância e falta de independência... Mas é até bom... Distância... Fico ansiosa pra te ver de novo e, ah, como eu gosto de quando eu te vejo... Como eu gosto de te abraçar, sentir seu cheiro e acabar com a saudade. Eu sei que é até ridículo dizer saudade se eu te vi a pouco tempo, mas... Quem não me entende, nunca soube o que é se apaixonar, nunca mesmo. Só de pensar no seu toque, no seu beijo... Queria poder dizer que não faz diferença, que você é só mais um que vai passar na minha vida. Mas eu não tenho essa certeza. Você despertou um lado meu desconhecido até então, e eu quero explorá-lo. Mas tem que ser com você, senão, não tem graça.
É, talvez eu me estrepe nessa história. Acabe iludida, machucada... Mas isso não importa tanto, sabia? No momento, você me faz feliz.